Grandes intérpretes da Portela  

 

Alcides "Malandro Histórico"

Nas primeiros desfiles, a Portela contava com as vozes de João da Gente, Alcides "Malandro Histórico", Paulo da Portela, Boaventura dos Santos e Cláudio Bernardo para guiar o coro das pastoras. Os membros da velha guarda que viveram aquela época lembram com carinho de cada um desses personagens da história portelense, e destacam a dificuldade que era improvisar o samba e manter a harmonia da escola ao mesmo tempo. 

Ao longo dos anos, o samba passou por várias modificações, mas a figura do intérprete continuou sendo fundamental para o sucesso da Portela.

  

Intérprete oficial da Portela desde a década de 60, Silvinho da Portela foi nosso primeiro puxador até 1986. Nesse período, conquistou seu espaço na galeria dos grandes nomes do carnaval carioca, ganhando o Estandarte de Ouro, maior premiação do carnaval, em 1983. 

David Correa, um dos maiores compositores da história da Portela, também interpretava seus sambas na avenida, ao lado de Silvinho. Em 1975, um momento histórico para o carnaval carioca: o samba "Macunaíma, herói de nossa gente" foi cantado na avenida por nada menos que Clara Nunes, Candeia, David Correa e Silvinho. 

  Outro compositor que cantava era Dedé da Portela, que também conquistou fama como cantor. Dedé substituiu Silvinho em 1987, e até 1994 foi o primeiro intérprete da Portela. 

    

     Dedé da portela

Em 1995, Rixa assume o posto de primeiro "puxador" da Portela, permanecendo até 1997. No ano de sua estréia, conquistou o Estandarte de Ouro, contando com o auxílio de Carlinhos de Pilares, Dedé da Portela, Rogerinho e Celino Dias no carro de som. Nos anos de 98 e 99, Rogerinho, por anos integrando a equipe de "intérpretes auxiliares", foi a voz que conduziu os desfiles da Portela.

 

De 2000 a 2004, Gera foi o responsável pelo bom andamento do samba portelense na avenida.

 

Em 2005, Bruno Ribas assumiu o posto de 1º Intérprete Portelense.

 

Para o carnaval 2006, a Portela terá seu hino interpretado por duas grandes revelações: Gilsinho e Pixulé

 


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Pesquisa e criação de texto: Fábio Pavão

Revisão ortográfica: Fabrício Soares

 

Bibliografia:

 

ARAUJO, Hiram. Carnaval - Seis milênios de história. Rio de Janeiro. Gryphus. 2000

CANDEIA FILHO, Antônio & ARAÚJO, Isnard. Escola de samba - árvore que esqueceu a raiz. Rio de Janeiro, Ed. Lidador, 1978.