O Pagode do Trem nos anos recentes

 

            A grande vitória de 2000 foi o espaço que o Trem do Samba conseguiu nos meios de comunicação, sobretudo no rádio. Isso, aliado ao sucesso crescente dos anos anteriores, fez com que o Pagode do Trem ganhasse ares de Festa da Penha. Nesse ano a SuperVia reservou duas composições especialmente para o evento e houve a participação de Paulinho da Viola, da Velha Guarda da Portela, das escolas de samba Mangueira e Império Serrano e dos sambistas que já vinham participando desde 1996.

 

            Em 2001, foram construídos dois palcos – na Central e em Oswaldo Cruz - em que se apresentaram a Velha Guarda da Portela e Marquinhos de Oswaldo Cruz. Já para a edição de 2002, considerada a mais organizada em termos de estrutura, a SuperVia cedeu quatro composições. A prefeitura da cidade também colaborou com a infra-estrutura urbana, essencial para o evento. Na entrada da estação da Central formou-se uma multidão que assistiu à apresentação da Portela com Gera, bateria de mestre Carlinhos Catanha e casal de mestre-sala e porta-bandeira Fabrício e Cristiane. Foram lembrados sambas de enredo (do ano e antigos) e outros hinos portelenses. Dentro da estação, apresentaram-se a Velha Guarda da Portela, Marquinhos, Walter Alfaiate, Nélson Sargento e outros.

 

            A chegada do Trem do Samba na sua estação final aconteceu sob chuva que, claro, não esfriou o entusiasmo dos sambistas. Como, para quem é do samba, mau tempo não é contratempo, a descida do trem foi feita com o povo cantando “A chuva cai lá fora / você vai se molhar . . .”, um clássico de Argemiro do Patrocínio.

 


Texto protegido pelas leis que regem o direito autoral

Proibida a reprodução total ou parcial sem os devidos créditos ou autorização do autor

 

Pesquisa e criação de texto: Vanderson Lopes

Revisão ortográfica: Fabrício Soares